estrupador de alcantara

Estuprador aterroriza mulheres em Alcântara




A polícia procura um estuprador, psicopata, que tem atuado desde dezembro no centro de Alcântara, em São Gonçalo. Sem se preocupar com a movimentação ao redor, o criminoso aborda sua vítima, assalta e a leva para um local escuro, onde consuma o estupro. O ato, em algumas das vezes, acontece até mesmo em local público, sem que qualquer testemunha impeça a violência. Até agora, a polícia credita ao estuprador pelo menos seis casos confirmados e mais dois suspeitos.



A dinâmica, relatada pelas vítimas, repete um padrão. O homem, de aproximadamente 22 anos e 1,65m de altura, aborda a vítima de forma intempestiva, coloca um braço sobre seus ombros e a alerta de que está armado. Em nenhuma das ocasiões a vítima confirmou a existência da arma. A mulher, que em todos os casos é jovem, com idade variando entre 15 e 25 anos, é assaltada e, em seguida, levada a um terreno baldio nas imediações. O estuprador age nos horários de pico do centro de Alcântara: entre 13h30 e 20h30. Duas foram abordadas dentro de um supermercado, outras duas ao saltarem de vans em frente ao prédio do Relógio, na Rua Yolanda Saad Abuzaid, uma na Praça Chico Mendes e outra na Rua Capitão Antônio Martins, atrás da 74ª DP (Alcântara).

“Podemos estar lidando com um psicopata. Ele age por ímpeto, não escolhe sua vítima. É de acordo com a oportunidade. Ameaça, fala muito palavrão e sempre subtrai os pertences da mulher antes.



Coincidentemente, todos os casos registrados até hoje foram no meu plantão na delegacia. Agora sou eu quem o está perseguindo”, disse o delegado-adjunto da 74ª DP, Luciano Coelho dos Santos.



De acordo com a descrição das vítimas, o estuprador age a partir de ameaças, mas não chega à violência física, apenas sexual. Um dos casos que pode ter escapado ao padrão foi o que culminou na morte da manicure Gleice de Souza Gomes, de 20 anos, espancada ao tentar fugir e morta afogada dentro de um bueiro, na Travessa Major Alan José de Barros, em Alcântara, na manhã da última terça-feira.



Denúncias podem ser feitas aos telefones 3715-3968 ou 2253-1177.





Maníaco age sem estar armado



O perfil psicológico deste estuprador, de acordo com especialistas, soma a intenção do estupro com a excitação pelo risco de realizar o ato criminoso em público. A dinâmica organizada por ele para concretizar a violência sexual pode ser a abertura para a fuga da vítima.



Segundo o delegado adjunto da 74ª DP, Luciano dos Santos, a vítima não deve se deixar levar pelo criminoso.

“Ele não se incomoda de estuprar em locais públicos, na frente dos outros. Se ele não mostrou a arma, a mulher pode pedir auxílio. O ideal é manter a calma e avaliar a situação. Tendo gente por perto, grite e peça socorro. Apenas uma das vítimas não se amedrontou com a atitude dele e foi a única que conseguiu fugir do estupro”, aconselhou o delegado.





Descrição do criminoso



Aproximadamente 22 anos; de cor parda, olhos castanhos claros; 1,65m de altura, cicatriz abaixo do olho esquerdo; vestido sempre com bermuda, camisa e chinelos.





Dicas para se proteger



1 — A abordagem acontece sempre em locais de grande movimentação. Não se deixe intimidar, nem saia da área movimentada. Mantenha a calma e tente uma confirmação de que o homem está armado.



2 — Percebendo possibilidade, a mulher deve gritar e chamar a atenção para o fato de que está sendo coagida.



3 — Identificando o homem, a vítima deve procurar imediatamente uma viatura ou posto de policiamento próximo e indicar a rota de fuga utilizada pelo criminoso.





ABORDAGEM



22/01; 15h30. Rua Jovelina de Oliveira Viana, Alcântara.

31/01; 20h30. Rua Capitão Antônio Martins, Alcântara.

14/02; 17h30. Praça Chico Mendes

16/02; 13h40. Rua Raul Veiga, Alcântara

19/12; 20h20. Rua Anestor Pinto Alves, Vila Três.

02/03; 10h. Travessa Major Alan José de Barros, Alcântara.

0 comentários:

Postar um comentário